Categoria: Resenhas de Livros

Resenha | Astrofísica para apressados

Meu primeiro livro do Neil deGrasse Tyson. Na curiosidade e na frustração de não ter conseguido assistir a série Cosmos, encontrei este livro na feira do livro na Usp. Então vamos lá às minhas considerações. 🙂

Os primeiros capítulos são bem teóricos, o que pode causar cansaço em certos momentos, mas entre um capítulo e outro a coisa desenrola e surgem partes bem curiosas sobre a origem dos planetas, seus nomes e luas com personagens Sheakesperianos. Um capítulo dedicado a explicar a origem dos principais elementos da tabela periódica, bem como uma explicação porque a lua e o sol – este último trilionésimo maior – tem o mesmo tamanho visto do céu. O último capítulo fecha com uma visão pessoal do Neil sobre as diferenças sociais, a falta de oportunidade dos países na ótica de um astrofísico e o quão inferior somos em relação ao universo e o cosmos.


O que foi bom =)

  • Origem dos elementos da tabela periódica
  • Origem dos nomes dos planetas e luas
  • Abriu minha mente para pensar melhor na vida

O que não foi tão bom =(

  • Leitura muita das vezes é técnica
  • Dificuldade de imaginação

Nota: 3/5

Recomendo!

Considerações finais: É difícil durante a leitura criar uma imagem concreta das muitas coisas descritas no livro. Um computador ao lado para consultas ajuda a compreensão. Ah! E assistam a série!

Resenha | Flores para Algernon

Sinopse:

Uma cirurgia revolucionária promete aumentar o QI do paciente. Charlie Gordon, um homem com deficiência intelectual grave, é selecionado para ser o primeiro humano a passar pelo procedimento. Em um avanço científico sem precedentes, a inteligência de Charlie aumenta tanto que ultrapassa a dos médicos que planejaram o experimento. Entretanto, Charlie passa a ter novas percepções da realidade e começa a refletir sobre suas relações sociais e até sobre o papel de sua existência.

Fonte: Aleph

O romance de Daniel Keyes parte de um questionamento feito por Aristóteles em sua Poética: é possível escrever uma tragédia sobre um personagem que já começa a narrativa em uma posição muito desfavorecida? A partir desse pensamento e de suas experiências como professor, Keyes criou Charlie: um homem de 32 anos com deficiência intelectual grave. Charlie tem um QI baixíssimo, mas uma enorme vontade de aprender e de “ser inteligente”. Sua grande motivação para aprender é o que o torna a cobaia ideal para um experimento desenvolvido por cientistas em uma universidade: uma neurocirurgia capaz de aumentar a inteligência de um indivíduo. A experiência já foi realizada no rato Algernon e os resultados foram excelentes, então Charlie é submetido ao mesmo procedimento.

De fato, a cirurgia é um sucesso e o QI de Charles começa a aumentar. Estimulado por este mundo novo que lhe abriu, começa ler todos tipos de livros e estimulado por sugestões hipnóticas, seu cérebro começa a absorver muito conhecimento. É curioso os primeiros capítulos do livro, pois o personagem-narrador começa sua escrita da forma que ele fala, com erros de grafia, sem pontuação, chega ser bem engraçado. Um pouco mais adiante, após o sucesso da cirurgia, seus textos se tornam mais rebuscados e sua sede de aprendizado cresce num ponto em que Charles não consegue mais se socializar com outras pessoas.

Porém, mais conhecimento não necessariamente gera mais felicidade. O desenvolvimento intelectual de Charlie o faz entender melhor o mundo ao seu redor e ser confrontado com situações desagradáveis e ofensivas que ele não percebia antes. Além disso, seu lado emocional não está preparado para acompanhar suas descobertas intelectuais e sua percepção de mundo renovada, por isso novas reflexões e antigos traumas passam a perturbar o personagem.

Flores para Algernon é um livro emocionante, alegre e ao mesmo tempo triste.

ps: porfavor si você tive uma oportunidadi colo qui umas flores no tumulo du Algernon nu quintau.”


O que foi bom =)

  • Charles Gordon (personagem)
  • O rato
  • As cartas com erros de ortografia
  • História bem divertida
  • Final curioso

O que não foi tão bom =(

  • (Não sei, não encontrei críticas negativas =p )


Nota: 4/5

Leitura fácil, divertida e muito agradável.

Resenha | O conto da Aia

Subitamente um dia todas as mulheres foram demitidas, perderam suas contas bancárias, seus direitos, sua família, sua liberdade, suas vozes, seus corpos. Lhes restam apenas uma função, procriar. O Estado teocrático agora a toma como posse. És um patrimônio. Você, genotipo xx, é uma Aia. Não tem mais permissão de andar sozinha pelas ruas e agradeça a Deus todos os dias pela dádiva de ser fértil. Este é o cenário de O conto da Aia. Uma literatura distópica que nos faz refletir sobre política, religião, liberdade, direitos civis, machismo e feminismo. . Mayday!